Encontro Com a Palavra

7 Passos Para um Esgotamento Espiritual

Pr. Dick Woodward      quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Os sete Passos para um esgotamento espiritual pode também ser chamado de: “os sete indícios para um coração que está se afastando de Deus”.

No ultimo programa vimos os três primeiros indícios de um coração que esta se distanciado do Senhor:

“Duvidar do amor de Deus, questionar a importância de fazer a obra de Deus e quebrar o compromisso com Deus e com as pessoas que fazem parte da nossa vida.”

Quarto Indício Para Um Esgotamento Espiritual:

O Rompimento do Compromisso do Casamento (2:10-16)

Os sacerdotes e os homens de Judá tinham quebrado o compromisso “vertical” firmado com o Deus Santo.

Portanto era uma questão de tempo para que rompessem também o compromisso “horizontal” que tinham firmado com suas mulheres.

Quando o compromisso vertical, o compromisso com Deus, é quebrado, conseqüentemente os compromissos horizontais começam a sofrer rupturas.

Malaquias passou a abordar o problema do divórcio. Ele se une a Neemias em sua preocupação com relação ao casamento e aos filhos (Neemias 13:23-25)

Ele lembra os sacerdotes e os homens de Judá que o casamento é o plano de Deus para que os filhos tenham uma vivência de aproximadamente 20 anos com os pais, até que saiam de casa para viver suas próprias vidas.

É por isso que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:15)

Lembre-se que Malaquias está descrevendo quais são os indícios de um coração que está se afastando de Deus.

Ele está alertando o povo a respeito do rompimento do compromisso com Deus e com outras pessoas.

Ele mostra que esse afastamento foi gradual, até o ponto em que os sacerdotes passaram a tratar o divórcio como padrão normal de comportamento.

Malaquias deixou claro que as pessoas divorciadas cobriram o altar com lágrimas, enquanto reclamavam com Deus por ter retirado as bênçãos de suas vidas.

A seguir ele explica que Deus tinha retirado as bênçãos de sobre os homens de Judá porque eles não tinham sido corretos com suas mulheres ao se divorciarem delas.

Elas tinham sido fiéis a eles quando eles eram jovens. Eles tinham feito uma aliança com Deus de que viveriam com elas, na felicidade ou na tristeza, até que a morte os separasse.

De acordo com Malaquias, quebrar essa aliança ou acordo era deslealdade.

Quinto Indício: A Moralidade Relativa (2:173:7)

Para curar a dor da culpa e conseguir viver com a perda da integridade, os sacerdotes e o povo de Judá estabeleceram uma moral relativa.

A “nova moralidade” ou “moral relativa” alinhavava a esquizofrenia espiritual causada pela culpa e dava àqueles judeus dobres um novo postulado moral.

Isto lhes garantia certo conforto e folga para viver dentro do seu estilo de vida, com valores pecaminosos.

Quando pensamos na moral absoluta da Lei de Deus, que foi entregue a Moisés, fica fácil enquadrar essa “nova moral” ou “moral relativa” dentro de um padrão inaceitável.

As pessoas acham que a idéia de moral relativa, ou essa ética amoral disseminada no nosso século, reflete algum tipo de evolução.

Lendo os profetas, percebemos que quase todos, e dentre eles Malaquias, trataram do problema da moral relativa do povo.

Malaquias acusou os sacerdotes e o povo de dizer que o errado era certo, que o errado agradava a Deus e que Deus era indiferente à imoralidade.

Eles acreditavam que Deus não se importava com os padrões morais.

No livro de Malaquias percebemos que ele usou um argumento duplo para refutar a moral relativa daqueles que estavam tentando aliviar a dor da culpa.

Primeiro Malaquias fez referência ao primeiro advento do Messias (3:1-6)

A mensagem do Messias anunciaria que Deus não muda e que sua posição em relação às questões morais é sempre a mesma (V:6)

Depois, no capítulo 4, a argumentação de Malaquias focaliza a vida do Messias, no Segundo Advento (4:1; 23:18)

Malaquias estava pregando uma das leis básicas e imutáveis de Deus, enfatizadas na Bíblia:

Deus não é indiferente à imoralidade, portanto, aquilo que plantarmos, também colheremos.

Sexto Indício: O Roubo a Deus (3:8-12)

Outro indício de que um coração está se afastando de Deus encontramos na acusação de Malaquias aos sacerdotes e ao povo, de que eles estavam roubando a Deus.

Continuam as respostas malcriadas: “Em que te roubamos?”. E a resposta é essa: que roubavam a Deus sempre que retinham os dízimos e as ofertas.

Dízimo quer dizer décima parte. A importância do dízimo é que a primeira décima parte de tudo que o crente fiel recebe deve ser separada para Deus.

A prática de separar o dízimo era a oportunidade para o fiel aprender e avaliar em que grau estava sendo praticado o princípio bíblico de colocar “Deus em primeiro lugar”, ensinado em toda a Bíblia.

Quando o povo escolhido entrou na Terra Santa, todo o espólio da primeira cidade conquistada foi separado para Deus.

Além do dízimo, a Lei de Deus instruía os fiéis a contribuírem com ofertas e sacrifícios.

Davi definiu o que seria sacrifício quando escreveu em II Samuel 24:24: “Não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada”.

A importância da abordagem de Malaquias sobre o dízimo estava no ensino de que a primeira décima parte de tudo que o povo tinha ou recebia pertencia ao Senhor e retê-la significava estar roubando a Deus.

Considere atentamente esses seis indícios na vida de uma pessoa que está se afastando de Deus e perceberá um distanciamento gradual em direção à apostasia.

Segundo Malaquias, não havia mais entre o povo manifestação de amor a Deus; as atitudes não demonstravam mais interesse em Quem e no Que Deus é e o que Ele merece.

Sétimo Indício: A Incredulidade (3:13-15)

Malaquias fala claramente sobre a incredulidade como porta-voz de Deus, contra os sacerdotes e o povo.

“Vocês têm dito palavras duras contra mim", diz o Senhor. "Ainda assim perguntam: ‘O que temos falado contra ti? ’

"Vocês dizem: ‘É inútil servir a Deus. O que ganhamos quando obedecemos aos seus preceitos e andamos lamentando diante do Senhor dos Exércitos?

Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes, pois tanto prospera o que pratica o mal como escapam ilesos os que desafiam a Deus!”

Apesar de os sacerdotes não agirem mais por fé, não podiam simplesmente deixar o ofício sacerdotal. Eles continuavam sendo sacerdotes.

Uma vez que a função do sacerdote era ensinar as Escrituras, o que eles iriam ensinar se não acreditavam mais nas Escrituras?

De acordo com Malaquias, eles ensinavam: “Felizes os arrogantes!” Se você está familiarizado com a Bíblia já sabe o quanto Deus odeia o orgulho e a arrogância.

O orgulho é a mãe de todos os pecados. Por que então os sacerdotes estavam ensinando “felizes os arrogantes”?

Segundo Malaquias, era porque eles tinham abandonado a fé.

Quando ouvimos alguém pregar o oposto do que fala a Bíblia, não temos condições de avaliar como aquela pessoa chegou a tal ponto de apostasia e incredulidade.

Para Malaquias, tudo começa quando ela dá ouvidos às vozes estranhas do seu coração.

Como exemplo de vozes estranhas são todas aquelas reclamações e respostas arrogantes.

Pode ser que se passem alguns anos até que todos esses indícios aconteçam na vida de uma pessoa e ela acabe se tornando incrédula e com o coração distante de Deus.

O processo descrito por Malaquias funciona lentamente; mas o final são líderes espirituais corruptos, casamentos desastrosos em grande escala, moral relativa e incredulidade.

A Última Profecia (4:5,6)

Malaquias conclui sua profecia falando sobre o profeta semelhante a Elias que precederia e apresentaria Jesus Cristo.

Jesus declarou que João Batista foi esse profeta (Mateus 11:7-14)

Mas antes que as pessoas começassem a achar que João era a reencarnação de Elias, o próprio João Batista negou veementemente essa possibilidade (João 1:21-23)

Malaquias poderia até ter finalizado sua profecia com as seguintes palavras: “vejam os próximos capítulos daqui a 400 anos!”.

Porque depois de 400 anos de silêncio, sem qualquer manifestação profética ou palavra da parte de Deus, João Batista apareceu pregando no mesmo espírito e com a mesma força de Elias.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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