Encontro Com a Palavra

A Agonia da Apostasia

Pr. Dick Woodward      quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

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O Livro de Juízes corresponde a um período de quatrocentos anos de História dos Hebreus. O relato desse livro se inicia a partir da morte de Josué e da conseqüente falta de liderança que se seguiu após sua morte.

Josué falhou em não treinar um líder para substituí-lo e esse livro descreve como os israelitas ficaram sem direção em decorrência dessa falta de liderança.

Veremos os erros dos juízes em treinar líderes que os substituiriam e dariam continuidade à visão que Deus lhes tinha dado para guiar o povo.

Por esta razão tomamos como versículo chave Juízes 17:6: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto”.

Alguns estudiosos acreditam que Samuel tenha sido o autor do Livro de Juízes. Como não havia rei em Israel durante o período histórico relatado neste livro, é bem provável que o autor tenha sido alguém que escreveu durante o período da monarquia.

Os dias em que os juízes governaram foram tempos negros na história dos hebreus. A mensagem do Livro de Juízes trata de um problema básico do povo, chamado “apostasia”.

A palavra “apostasia” significa “afastar-se de”; aqui tem o sentido de afastar-se da fé.

No último capitulo de Josué, lemos que o povo de Israel havia firmado e selado um compromisso de fé através de uma aliança. Josué havia dito: “...escolhei, hoje, a quem sirvais... eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

O povo fez juramento a Josué de servir e obedecer a Deus em primeiro lugar: “Ao nosso Senhor, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz” (Josué 24:24).

Essa foi à escolha que fizeram para eles e suas famílias. A apostasia, portanto, foi o afastamento desse compromisso que fora firmado com Deus.

Um Ciclo de Apostasia

O Livro de Juízes conta o ciclo de apostasia pelo qual, sete vezes o povo de Israel passou durante um período de mais de quatrocentos anos.

Imaginemos um relógio, e o primeiro ciclo se iniciando quando esse relógio está marcando doze horas.

Exatamente às doze horas o povo está em obediência a Deus; à uma hora, os filhos de Israel se afastam de Deus; às duas horas o povo se corrompe moralmente e às três horas, politicamente; às quatro horas, surge um inimigo poderoso; às cinco horas Israel é conquistado por esse inimigo.

E quando os ponteiros deste relógio estiverem marcando seis horas em ponto, o povo de Israel é escravizado.

À medida que os ponteiros caminham para sete horas, os filhos de Israel têm um reavivamento espiritual; o povo de Deus clama por misericórdia e às oito horas Deus levanta um líder, equipa-o e prepara-o; às dez horas acontece uma revolução que dá vitória a esse povo e às doze horas, os filhos de Israel estão novamente na posição inicial de doze horas, servindo ao Senhor.

Durante vários períodos tudo vai bem, até que lemos as palavras: “Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor”.

Neste momento percebemos que está se iniciando mais um ciclo de apostasia.

Os filhos de Israel tiveram paz por um período de até oitenta anos, mas de novo surgia a apostasia e o ciclo se repetia, repetindo-se por sete vezes no Livro de Juízes.

Há pelo menos, duas aplicações práticas que podemos tirar desse episódio relatado no Livro de Juízes.

A primeira aplicação é pessoal. Será que nós também podemos acabar nos afastando daquilo que cremos?

Será que também podemos cair em apostasia?

O Livro de Juízes diz que “sim!”. É possível que isso aconteça conosco também.

No Livro de Deuteronômio e também pelo apóstolo Paulo, somos alertados desse perigo: “Aquele, pois, que pensa estar de pé, veja que não caia” (I Coríntios 10:12).

Não é porque já entramos na nossa “Canaã” que não podemos nos afastar da nossa fé.

O Livro de Juízes mostra que os filhos de Israel quebraram diversas vezes a aliança que tinham firmado com Deus.

Quando isso acontece, quando cometemos apostasia, acabamos pagando um preço alto.

A segunda aplicação refere-se à apostasia cometida pelo país, a apostasia nacional.

Assim como a nação de Israel, que passou por este ciclo de apostasia tantas vezes, outras nações correm o risco de entrar neste ciclo.

Por um tempo a Terra Santa foi o “Quartel General de Deus” e Jerusalém, a capital espiritual do mundo. Mas os líderes espirituais se afastaram de Deus e rejeitaram a Jesus Cristo e às Suas declarações como Messias.

Quando Jesus chegou a Jerusalém naquele Domingo de Palmas, disse aos líderes religiosos: “Portanto vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos. Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó” (Mateus 21:43, 44).

Em outras palavras, Deus vai deslocar seu quartel-general para outro país que produza frutos para o Seu Reino.

O compromisso com Deus é como cair numa pedra. Ou você cai sobre esta pedra e se quebra sobre ela ou a pedra cai sobre você e o reduz a pó.

Quando Jesus tirou o reino dos líderes religiosos de Israel, deu-o à Sua igreja.

O ensino sobre a apostasia é dirigido e aplicado principalmente à igreja.

Existe apenas uma interpretação, mas existem várias aplicações dos ensinos bíblicos e o ensino sobre apostasia pode ser aplicado a todos aqueles ministérios ligados à igreja, universidades, seminários e escolas, enfim a organismos destinados a ensinar a Palavra de Deus.

Portanto, no Livro de Juízes encontramos aplicações para nossa vida pessoal, institucional e nacional.

A mensagem deste livro é para que devamos estar sempre na posição dos ponteiros ao meio dia, amando, adorando e servindo a Deus.

Encontro Com A Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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