Encontro Com a Palavra

A Fé de Gideão

Pr. Dick Woodward      domingo, 26 de fevereiro de 2017

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Cada Um Ocupando Sua Posição

Antes de Deus usar Gideão para derrotar os midianitas, provou sua fé de maneira maravilhosa. O maior desafio de fé de Gideão foi quando Deus pediu que ele sacrificasse um dos melhores bois de seu pai, o que hoje corresponderia ao seu melhor carro.

O pai de Gideão era apóstata e tinha construído um altar para o deus Baal. E Gideão deveria acorrentar aquele boi ao altar, e derrubá-lo. A seguir deveria cortar todo o altar em pedaços e fazer uma fogueira com a madeira para sacrificar o boi como oferta de sacrifício a Deus. Isso foi um desafio tremendo para Gideão.

Jesus disse algumas vezes nos Evangelhos: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãs, ou pai, ou mãe (ou mulher), ou filhos, ou campos, por causa do meu nome receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”.

Jesus nos desafiou a colocá-lO em primeiro lugar em nossa vida, acima de nosso pai ou de nossa mãe. Foi isso que Deus pediu a Gideão quando ordenou que ele destruísse o ídolo do seu pai.

Na manhã seguinte, quando todos viram o altar e o ídolo destruídos, perguntaram quem teria feito aquilo. A resposta foi: Gideão fez isso.

Eles consideraram ter sido uma ofensa ao deus Baal e procuram Gideão para matá-lo. Mas, como seu pai o amava, respondeu ao povo da cidade: "Vocês vão defender a causa de Baal? Estão tentando salvá-lo? Quem lutar por ele será morto pela manhã! Se Baal fosse realmente um deus, poderia defender-se quando derrubaram o seu altar". (Juízes 6:31).

Naquele dia Gideão recebeu o apelido de Jerubaal, que significa “que Baal mesmo se defenda”.

A Fé de Gideão E Os 300

Deus colocou Gideão à prova mais uma vez quando mandou que ele diminuísse o seu exército. Gideão estava liderando um exército de trinta e dois mil homens para o ataque aos midianitas.

Quando eles estavam a caminho, Deus disse que havia muita gente naquele exército. Deus não queria que a vitória fosse atribuída ao grande número de soldados, e por isso ordenou que todos que estivessem com medo fossem mandados para casa.

Essa era uma ordem na Lei de Moisés, no Livro de Deuteronômio. Sempre que o exército de Israel saísse para uma batalha, aqueles que estivessem com medo ou aqueles que tivessem plantado uma vinha da qual ainda não tivessem colhido os frutos, deveriam ficar (Deuteronômio 20:1-8).

Quando Gideão lançou o desafio, vinte e dois mil soldados voltaram. Ele continuou marchando com dez mil soldados e Deus disse: “Gideão, você ainda tem muita gente”.

Deus sabia que Gideão ainda atribuiria a vitória ao número de soldados que havia no seu exército e por isso ordenou que ele deixasse que seus homens bebessem da água do rio e separasse aqueles que se abaixassem para beber a água, daqueles que só espalmassem a água do rio até a boca.

Nove mil e setecentos abaixaram-se para beber e todos esses voltaram para casa (Juízes 7:5-7).

Dos trezentos restantes, Deus disse: “Com estes trezentos homens que lamberam a água eu vos livrarei, e entregarei os midianitas nas tuas mãos, pelo que a outra gente toda que se retire, cada um para o seu lugar” (Juízes 7:7).

Esses trezentos homens representavam menos do que um por cento do exército inicial de Gideão.

Deus não precisa de milhares de seguidores que não têm compromisso. Deus precisa de servos totalmente compromissados com Ele, mesmo que seja um grupo pequeno.

Deus provou a fé de Gideão mais uma vez estabelecendo o plano de batalha para vencer os midianitas.

Gideão precisava de muita fé, coragem e de um belo plano para vencer a batalha. Os midianitas estavam acampados num vale muito escuro e Deus mandou Gideão dividir os trezentos homens em três companhias de cem homens, e posicioná-las ao norte, à leste e à oeste do exército midianita.

Deus deu instruções bem específicas a Gideão e ele as transmitiu a seus homens.

Atentem para o exemplo de liderança de Gideão: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” (Juízes 7:17).

Essa é a essência de uma liderança verdadeira. Todos aqueles homens simplesmente tinham de estar totalmente sujeitos a Deus e a Gideão.

Numa mão eles tinham um jarro que cobria uma tocha. Na outra mão, uma trombeta. Ao sinal de Gideão, eles quebraram os jarros que cobriam as tochas, sopraram suas cornetas e gritaram: “Espada pelo Senhor e por Gideão”. E tudo isso de três diferentes posições.

Imagine você sendo um daqueles midianitas dormindo no chão, naquele vale escuro. Qual seria a sua reação ao ser acordado com o som daquelas trombetas tocando e cem soldados gritando ao norte do acampamento, cem a leste e outros cem a oeste?

Você provavelmente acharia que o exército de Gideão tinha cercado todo o acampamento. Foi isso o que os midianitas deduziram e entraram em pânico; no meio da escuridão, começaram a atacar um ao outro.

Os homens de Gideão colocaram os soldados midianitas para correr do vale como se fossem uma boiada em disparada. Depois, todos os israelitas que tinham deixado o exército retornaram e juntos destruíram totalmente os midianitas.

O texto que descreve a vitória de Israel mostra um detalhe interessante desses trezentos homens: “E permaneceu cada um no seu lugar” (Juízes 7: 21).

Se uma parte desses trezentos homens não tivesse quebrado o jarro, exposto a tocha, tocado a trombeta e gritado em uníssono, todo o plano de batalha teria falhado e todos seriam mortos pelos midianitas.

Essa história representa uma figura da Igreja de Jesus Cristo hoje.

O Cristo ressuscitado não precisa de milhões de seguidores sem compromisso com Ele. Ele precisa de uma minoria de discípulos dedicados e posicionados, cada um no seu lugar.

Se Deus puder usar cada um de nós no lugar onde nos colocou, com os dons e talentos que Ele nos deu e com cem por cento de comprometimento com Jesus, então poderemos desbancar todas as hostes do inferno.

Lembre-se que o versículo chave que justifica o relato dos livros históricos do Velho Testamento está no Novo Testamento: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Coríntios 10:11).

O apóstolo Paulo fala para buscarmos os exemplos e alertas para nossa vida na história dos hebreus.

O alerta que encontramos no Livro de Juízes refere-se à apostasia e suas terríveis conseqüências. Todos esses juízes constituem-se exemplos para nós.

Poderíamos estudar também a história de Sansão, que é ao mesmo tempo alerta e exemplo para nós. Leia sobre ele e procure identificar em sua vida o que pode servir de ensino.

Os exemplos de todos esses juízes ensinam a verdade dinâmica de que Deus tem prazer em usar pessoas comuns para fazer coisas extraordinárias para glória d'Ele.

Quando compreendemos esta verdade, percebemos que nossa melhor qualidade é saber estar disponíveis, a fim de fazermos para Deus o que Ele quer que façamos.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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