Encontro Com a Palavra

A Graça de Deus na Vida de Rute

Pr. Dick Woodward      terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

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“Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não te seguir; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1:16-17).

Esses dois versículos são muito usados para firmar votos de casamento, porque representam bem o tipo de compromisso que deve haver entre um homem e uma mulher. Quando nos casamos com alguém, nos comprometemos a ir onde nosso cônjuge for e viver onde ele viver.

Você pode até achar que não está se casando com uma família, mas depois de alguns anos, descobrirá que é melhor dizer como Rute: “o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”. Caso contrário, o relacionamento com o seu cônjuge poderá ficar prejudicado.

A parte mais importante desse compromisso é: “o teu Deus é o meu Deus”. Se você não tiver o mesmo Deus, não tem a base para construir um sistema de valores comum e essa é uma das causas do fim de muitos casamentos hoje.

Quando os casais não têm a mesma base de valores acabam enfrentando problemas; eles não conseguem concordar sobre questões básicas como uso do tempo e do dinheiro que têm em comum.

Uma das bases de sustentação do casamento é os dois terem o mesmo Deus. Quando o casal constrói os seus valores a partir do seu relacionamento com Deus, os cônjuges adquirem um sistema de valores comum.

O capítulo termina contando: “voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute sua nora, a moabita, e chegaram a Belém no princípio da sega das cevadas”.

A informação de que era o início da colheita da cevada quando elas voltaram para Belém, é muito importante. Noemi representa a filha de Deus voltando para a casa de seu Pai. A graça de Deus estava esperando por ela, da mesma forma que o pai correu para dar as boas-vindas, abraçar e aceitar de volta o filho pródigo (Lucas 15:20).

Nessa história Rute representa as pessoas que não são da família de Deus. Ela não era de Belém de Judá. Era uma estrangeira.

A Graça de Deus 

A graça de Deus é também para aqueles que não são da família de Deus?

Foi através da graça salvadora de Deus que todos nós nos tornamos parte da família de Deus.

Veremos neste livro que a graça de Deus para Noemi e Rute encontra-se na lei de Deus. A primeira lei de Deus a manifestar graça na vida de Rute e Noemi encontra-se em Levítico 19:9-10 e é chamada a Lei da Colheita.

Esta lei determinava que os segadores da colheita não recolhessem o que caísse acidentalmente no chão, mas que deixassem para os pobres e para os estrangeiros.

Chegando em Belém, Rute decidiu apanhar as sobras nos campos. A Bíblia conta que Rute, “por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque” (Rute 2:2-4).

Outra lei de Moisés ajuda-nos a entender porque essa história de amor foi incluída na Bíblia. Ela se encontra em Deuteronômio, capítulo 25, e refere-se à lei do parente resgatador ou redentor.

Esta lei estabelece que se um homem morresse sem deixar filhos, sua viúva não poderia se casar com alguém fora da família do marido. Ela deveria se casar com um irmão do seu marido para que seu nome continuasse em Israel.

Se esse irmão se recusasse casar com a viúva, ela poderia relatar isso às autoridades da cidade, o que equivaleria levá-lo a justiça. Se ele mantivesse a sua recusa diante das autoridades, a viúva poderia tirar as sandálias dele e cuspir-lhe no rosto.

A partir daquele dia a casa daquele homem ficaria marcada como “a casa do homem que teve suas sandálias tiradas”. Na cultura de Israel isso representava uma desgraça.

Como resultado do seu casamento com um homem hebreu Rute foi trazida para a família de Deus. A lei estabelecia que ela poderia procurar um parente do seu falecido marido e pedir-lhe que se casasse com ela. Se ele se recusasse, ela poderia levar a questão a juízo.

Se mesmo assim, o parente não aceitasse casar com ela, as autoridades a conduziriam à cerimônia do parente redentor ou resgatador prescrita na lei.

O homem que concordasse com essas condições tinha de fazer duas coisas para a mulher. Primeiro deveria comprá-la de volta pagando-lhe todas as dívidas. Em segundo lugar, como redentor, casava-se com ela.

Ao casar-se, ele a trazia de volta para a família de Deus. Essa era a esperança de Rute quando veio para Belém de Judá. Por esse motivo o capítulo dois se inicia com as boas novas de que o falecido sogro de Rute tinha um parente rico cujo nome era Boaz.

Na continuação dessa história veremos ilustrada a graça de Deus pelos filhos pródigos que voltam para casa e por todos aqueles que O procuram em busca de redenção.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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