Encontro Com a Palavra

A Mensagem de Habacuque

Pr. Dick Woodward      quinta-feira, 8 de junho de 2017

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O profeta Habacuque foi muito perspicaz ao escolher um tipo de abordagem para anunciar sua profecia.

Habacuque anunciou que Deus havia respondido às suas perguntas, e a resposta que ele tinha de Deus era que apesar de Ele estar usando a ímpia, Babilônia, para castigar o Seu povo, esse poderoso império mundial seria destruído.

Como já estudamos, o Império Babilônio durou apenas setenta anos.

Deus falou para Habacuque, em sua torre de vigia, que os babilônios tinham a semente da destruição em seus corações pervertidos.

Basicamente, o que Habacuque ouviu de Deus é o que Jesus ensinou aos seus discípulos quando falou: “Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.” (Mateus 26:52)

Eles seriam destruídos pela sua própria crueldade e brutalidade: “O ímpio está envaidecido; seus desejos não são bons; mas o justo viverá pela sua fidelidade.

De fato, a riqueza é ilusória, e o ímpio é arrogante e não descansa; ele é voraz como a sepultura e como a morte. Nunca se satisfaz; apanha para si todas as nações e ajunta para si todos os povos.” (2:4–5)

Obviamente nesse texto Deus faz referência aos babilônios, que eram soberbos e cujas almas não eram retas.

Somente o justo, aquele que conhece a Deus e que, portanto, vive pela fé em Suas promessas, somente esse viveria.

“O justo viverá pela sua fé”. Esse versículo possui mais de uma aplicação.

Através dessa resposta dada a Habacuque, Deus estava prometendo esperança para Judá. Mas aquele povo precisava crer nas palavras dos profetas.

Homens como Isaías e, principalmente, Jeremias, já haviam anunciado que Judá sobreviveria como nação; seu povo voltaria a sua terra.

Essa era a esperança e a garantia de que a ímpia nação Babilônica não teria a vitória final. Mas o justo viveria se tivesse fé para crer nas promessas de Deus anunciadas pelos seus fiéis profetas.

Outra aplicação, também muito importante, para esse versículo, encontra-se no Novo Testamento, onde o texto de Habacuque é citado três vezes.

Vamos dar um salto para o século XVI d.C., para a Reforma Protestante, quando um sacerdote católico chamado Martinho Lutero meditava nesse versículo citado no primeiro capítulo da carta de Paulo aos Romanos (Romanos 1:17)

A teologia da reforma foi articulada pelos comentários de Lutero a respeito das cartas de Paulo aos Romanos e também aos Gálatas, onde consta uma citação desse versículo (Gálatas 3:11)

E ainda a terceira citação desse versículo no Novo Testamento serve de base para o grande capítulo da fé na Bíblia (Hebreus 10:38)

O Hino de Habacuque

Não temos registro sobre o que aconteceu com esse corajoso profeta.

Quando cidades como Jerusalém eram conquistadas, geralmente, parte da população era aniquilada e os sobreviventes eram acorrentados, e levados cativos.

Apesar de saber que a conquista Babilônica era iminente e que duraria setenta anos, Habacuque terminou sua mensagem com um hino de louvor.

Ele não sabia o que o futuro lhe reservava, mas sabia qual seria o futuro de Judá como nação.

Ele acreditava nas promessas de que o remanescente de Judá retornaria depois de setenta anos, a Babilônia cairia e aquele povo continuaria a ser o povo escolhido de Deus.

Habacuque começou sua profecia com o que parecia ser um suspiro de desespero e dúvida. Mas ele finaliza sua profecia com um hino de louvor, de adoração e de esperança.

Com sua profecia, Habacuque mostrou ao povo de Deus de todos os tempos e culturas como transformar um suspiro de desespero e dúvida em um hino de louvor.

Existem os crentes oportunistas que usam Deus quando lhes é interessante. O hino de Habacuque retrata a face oposta desse crente oportunista.

O hino final de Habacuque retrata o perfil de um homem de fé que conhecia Deus e sabia que Ele jamais mudaria os Seus planos de trazer o Messias através do Seu povo.

Se as palavras de Deus eram verdadeiras, como Habacuque acreditava que fossem, o povo de Deus não seria abandonado.

Eles poderiam até ir para o exílio e ser castigado pelos seus pecados, mas jamais seria exterminado. Todas as profecias referentes ao Messias seriam cumpridas.

Como Jó, que no auge do seu sofrimento recebeu de Deus uma revelação maravilhosa, e como o profeta Jeremias, quando compôs o Livro de Lamentações, Habacuque também teve a inspiração de Deus para compor um hino no momento mais difícil de sua vida.

O texto abaixo é um pequeno trecho desse hino:

Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranqüilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca.

Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos,

ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.
O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas. (3:16-19)

Aplicação Pessoal

Poucos de nós enfrentam o tipo de crise que Habacuque enfrentou, mas enfrentamos, às vezes, problemas muito angustiantes.

Diante de tais situações, temos duas alternativas: ou colocamos toda a nossa própria energia física, emocional e espiritual no problema, ou construímos nossa torre de vigia espiritual e ficamos esperando para ver como Deus vai trabalhar.

Fiquemos vigiando, até que percebamos sinais de que Deus está trabalhando em nossas vidas. Então, como Habacuque fez, adoramos a Deus!

  • Você já construiu sua torre de vigia espiritual?
  • Um lugar onde você vigia, espera e ouve Deus?

O Livro de Habacuque nos ensina que podemos e devemos construir uma torre de vigia espiritual e de lá questionar Deus.Ele vai responder enquanto esperamos em silêncio.

Um velho pastor disse: “Já ouvi pessoas dizerem que hoje Deus não fala conosco como falava nos tempos de Habacuque.

Mais o certo é dizer que: “hoje o povo de Deus não O ouve mais como costumava ouvir nos dias desse ministro de louvor tão talentoso e temente a Deus”.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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