Encontro Com a Palavra

A Pregação de Paulo

Pr. Dick Woodward      quinta-feira, 31 de agosto de 2017

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“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria”. (Atos 17:16)

Um historiador escreveu que era mais fácil encontrar ídolos do que pessoas na cidade de Atenas, cidade que estava sendo visitada por Paulo.

Paulo tinha profundo conhecimento de que ídolos não são deuses e por causa da idolatria, o povo ficava impedido de conhecer o Deus verdadeiro.

A determinação evangelística de Paulo marcou o seu trabalho em todas as cidades por onde passou.

Primeiro ele ia para a sinagoga e proclamava aos judeus que “Jesus é o Cristo”. Ele era um rabino e tinha todas as credenciais para afirmar isso.

Essa era a estratégia de Paulo.  “primeiro aos judeus e depois aos gregos”. (Romanos 1:16)

Mesmo tendo o chamado para pregar para o mundo não judeu, Paulo se importava com o povo judeu e sempre pregava primeiro para eles.

O segundo passo da sua estratégia consistia em ir para um lugar público onde se reunia um grande número de pessoas e lá anunciava o Evangelho.

Lemos que “Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não cuidavam de outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades”. (Atos 17:21)

Os gregos eram filósofos e tinham prazer em ouvir algo novo. Assim, Paulo ia todos os dias para o mercado e começava a falar do Evangelho a qualquer um que quisesse ouvir.

O terceiro ponto de sua estratégia era anunciar o Evangelho para os líderes influentes da comunidade.

Quando começou a por em prática sua estratégia, logo foi convidado para falar num lugar de grande prestígio na cidade, o Areópago de Atenas.

Lá ele pregou o seu famoso sermão que começou assim: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO.

Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”. (Atos 17:22,23)

Paulo foi esperto em sua abordagem.

Primeiro ele elogiou os atenienses por serem religiosos e depois ele disse que tinha visto a inscrição que revelava que havia pelo menos um deus que eles alegavam não conhecer e era exatamente esse Deus que ele anunciava.

Depois disso Paulo inicia sua pregação dizendo que somos criaturas do Deus que criou os céus e a terra. Por isso ele não poderia ser feito de ouro, prata, pedra ou madeira.

Paulo cita alguns poetas e filósofos gregos e, no final do seu sermão, anuncia a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

A Bíblia conta o que aconteceu nesse momento: “Quando ouviram sobre a ressurreição dos mortos, alguns deles zombaram, e outros disseram: "A esse respeito nós o ouviremos outra vez".

Com isso, Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens juntaram-se a ele e creram”. (Atos 17:32-34)

Nem todos os estudiosos fazem a mesma avaliação desse sermão de Paulo.

Alguns acham que ele sucumbiu à pressão da cultura intelectual dos gregos quando citou os seus filósofos e poetas e por isso os resultados evangelísticos foram fracos.

Não existe nenhuma carta de Paulo aos Atenienses e ele não faz nenhuma referência a alguma igreja de Atenas, como faz citações da igreja em Corinto, em Éfeso e outras.

Eu pessoalmente estou convencido de que, depois dessa sua experiência em Atenas, Paulo desenvolveu o seu conceito de pregação evangelística.

A Pregação de Paulo em Corínto

De Atenas, Paulo viajou para Corinto, uma cidade de moral decadente.

No mundo do primeiro século, chamar alguém de “corintio” era a mesma coisa que acusar a pessoa de imoral.

Paulo temeu pregar o Evangelho numa cidade como Corinto. (I Coríntios 2:3)

Mas em visão, Deus o encorajou dizendo-lhe: “Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade”. (Atos 18:9,10)

Paulo passou por um Pentecostes pessoal que o preparou para esse ministério em Corínto.

Essas experiência foi uma intervenção divina que o preparou e lhe deu a segurança de que o Cristo vivo e ressurreto estava com ele quando implantava sua estratégia evangelística.

Os sinais e as maravilhas do Dia do Pentecostes continuaram repercutindo na proclamação do Evangelho de Jesus, e foram esses padrões que fortaleceram o plantio da igreja na sua primeira geração.

A idéia que eu passei sobre o sermão que Paulo pregou em Atenas coincide com a avaliação que o próprio Apóstolo fez e compartilhou com os crentes de Corínto.

Paulo contou que quando foi para Corinto estava determinado a não usar “linguagem persuasiva de sabedoria”, mas simplesmente dar demonstração do Espírito e de poder. (I Coríntios 2:1-5)

Quando Paulo pregou no Areópago de Atenas, fez uso de “linguagem persuasiva de sabedoria”. Ele citou os poetas e filósofos atenienses e fez um sermão tecnicamente muito bom.

Em grego a palavra "pregação" significa “anunciação”. A mesma palavra usada para indicar a publicação do um decreto de um rei para seus súditos.

Quando você estudar a pregação de Paulo nos seis capítulos seguintes desse livro vai observar que, o que Paulo aprendeu entre a cidade de Atenas e Corinto foi um marco espiritual na construção de sua estratégia para pregação do Evangelho.

Estou convencido de que entre Atenas e Corinto, Paulo passou por alguma crise que influenciou profundamente o seu ministério e sua estratégia de anunciação do Evangelho.

Paulo percebeu que pregar o Evangelho era um ministério espiritual e tudo que ele precisava fazer era simplesmente anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

Aos romanos Paulo escreveu: “Pois não me envergonho do evangelho porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. (Romanos 1:16)

Depois de Atenas e Corínto, Paulo anunciava a mensagem simples do Evangelho, incluindo nela o testemunho pessoal de sua conversão.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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