Encontro Com a Palavra

A Profecia de Daniel

Pr. Dick Woodward      domingo, 14 de maio de 2017

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Daniel é o quarto dos chamados “profetas maiores” e o terceiro dos “profetas do cativeiro”.

Nosso primeiro contato com Daniel dá-se na primeira queda de Jerusalém, quando ele tinha aproximadamente quatorze anos.

Nessa ocasião os Babilônios não deportaram muita gente; apenas um grupo selecionado de pessoas, entre elas Daniel e seus três amigos, foram levados para o cativeiro.

Inicialmente Nabucodonosor, rei da Babilônia, ordenou que apenas os nobres, príncipes, as pessoas ricas e de boa educação fossem levadas.

Deus, estrategicamente usou o decreto de um governante pagão para, estabelecer um ministério na Babilônia, que mais tarde iria favorecer o Seu povo.

Quando o restante dos cativos chegasse ali, haveria alguma influência favorável ao povo no palácio de Nabucodonosor.

Exemplos e Alertas

Os doze capítulos do Livro de Daniel é dividido em duas partes. Os seis primeiros são uma narrativa histórica. Os capítulos 7 a 12 constituem-se revelações proféticas.

O versículo chave para a narrativa histórica dos seis primeiros capítulos encontra se no Novo Testamento: “Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos.” (I Coríntios 10:11).

A vida espiritual de muitas pessoas do Velho Testamento tinha seus altos e baixos. Isso, porém não aconteceu com José nem com Daniel.

Os dois passaram a idade adulta no meio de uma cultura hostil, numa arena política de impérios mundiais.

Esses dois são os homens mais puros da Palavra de Deus. Enquanto José viveu junto ao Faraó Egípcio, Daniel passou sua vida adulta dentro da política hostil da Babilônia e da Pérsia.

Ele sobreviveu a Nabucodonosor e a seu filho Belsazar. Na verdade, ele viveu no Império Babilônico até este ser conquistado pelo Império Pérsia.

Daniel viveu os 70 anos do cativeiro babilônico. Quando o povo retornou do cativeiro, ele já era velho e fraco para voltar, mas viu isso acontecer.

O papel de Daniel foi mostrar para o povo como lidar com o cativeiro, tarefa essa que se iniciou quando ele tinha 14 anos aproximadamente.

Ele passou pelo cativeiro de maneira esplêndida e foi um grande exemplo para o povo de Judá, e ainda o é para nós hoje.

A Decisão de Daniel

O apóstolo Paulo escreveu: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2).

Podemos parafrasear esse versículo da seguinte forma: “Não deixe que o mundo o leve a se adaptar ao seu molde; antes deixe que Deus o transforme de dentro para fora”.

Essa foi uma exortação aos crentes do Novo Testamento, mas essa mesma verdade aplica-se a Daniel quando chegou na Babilônia.

Não demorou muito para que Daniel percebesse a pressão que existia sobre ele para que se moldasse à cultura babilônica.

Ele foi forçado a freqüentar a universidade babilônica e foi tutelado pelos sábios de Nabucodonosor para que um dia se tornasse um bom líder deles.

O primeiro motivo de confrontação foi a comida babilônica. Provavelmente essa comida incluía carne de porco e outros tipos de alimentos considerados impuros por aqueles jovens judeus.

versículo 8 diz: “Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.”

O nome “Daniel” significa “Deus é o meu juiz”. Daniel andava diante de Deus pedindo que Ele julgasse cada um de seus movimentos.

Os nomes de seus três amigos também tinham significados espirituais: Misael significava: “Aquele que é como Deus”; Hananias, “Jeová foi favorecido”, e Azarias, “ajudado por Jeová”.

No versículo 7 do primeiro capitulo do Livro de Daniel lemos que a primeira coisa que os babilônios fizeram foi trocar os nomes daqueles jovens judeus.

O nome de Daniel foi trocado por Beltessazar, que significa “Bel proteja sua vida”. Bel era um deus babilônico.

Os babilônios estavam tentando fazer Daniel acreditar que ele estava sob a proteção de um deus pagão.

O nome de Misael foi trocado para Mesaque, ou Mardoque, mais um deus deles.

O nome Hananias foi trocado para Sadraque, que é o nome do deus-lua da Babilônia.

E o nome de Azarias foi trocado por Abedenego, que significa “servo do deus babilônico da sabedoria”.

Nabucodonosor estava dizendo para aqueles jovens: “Nós vamos transformar vocês em babilônios”.

Mas o que Daniel e seus amigos disseram diante de Nabucodonosor e de todo o Império Babilônico foi: “Vocês não conseguirão nos transformar em babilônios. Nós é que faremos com que vocês se tornem homens crentes em Deus!”.

quarto capítulo de Daniel conta que Nabucodonosor, o gênio que unificou o Império Babilônico, professou sua fé em Deus. Esse é um dos capítulos mais impressionantes da Bíblia.

O que levou Nabucodonosor a professar sua fé no Deus de Daniel?

Tudo começou quando Daniel se recusou a se contaminar com a comida refinada, mas impura, dos babilônios.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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