Encontro Com a Palavra

Argumentação do Livro de Hebreus

Pr. Dick Woodward      quarta-feira, 8 de novembro de 2017

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Na leitura do Livro de Hebreus observamos que sua argumentação é apresentada de maneira muito lógica, desde o primeiro versículo até o último.

No último estudo lhe pedi que observasse essa lógica lendo o livro de uma só vez.

Nessa leitura é importante observar a argumentação do autor, e ficar atento para algumas palavras-chaves como: “melhor”, ”crer” e “cuidado”.

O autor está escrevendo para judeus e quer que eles entendam que Jesus Cristo é melhor do que tudo que eles reverenciavam.

Ele mencionou os profetas que eles tanto reverenciavam para dizer que Jesus é melhor do que os profetas.

Jesus é O Profeta.

Deus antes falou através dos profetas, mas agora tinha falado através do Seu Filho. O Seu Filho é melhor do que todos os profetas.

Além dos profetas, os judeus também reverenciavam Moisés, por isso o autor escreve que Jesus Cristo é melhor do que Moisés.

Ele faz a seguinte ilustração para argumentar sobre a importância de Jesus: “Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés, da mesma forma que o construtor de uma casa tem mais honra do que a própria casa.” (3:3)

A nação hebraica, a casa construída, tem valor e Moisés também, mas Jesus Cristo é o Filho que edificou e habita nessa casa, e é superior a ela.

Depois o autor argumenta que Jesus Cristo é melhor do que Josué que liderou os filhos de Israel na entrada da Terra Prometida e lhes deu descanso.

Jesus, entretanto, proporcionou um descanso que supera este primeiro.

Segundo o autor de Hebreus, Jesus é melhor do que todos os sacerdotes, tão reverenciados pelos judeus.

A partir do capitulo 5 o autor argumenta que Jesus Cristo é melhor do que todos os sacerdotes.

Depois de falar dos sacerdotes, ele fala das alianças.

Houve a aliança de Noé, a de Abraão, a de Moisés e a de Davi. Deus estabeleceu várias alianças, mas Jesus é melhor do que qualquer aliança.

Por último, o autor de Hebreus se refere à Tenda da Adoração no deserto.

Como já vimos antes, o templo de Salomão foi construído no mesmo padrão da Tenda da Adoração usada pelo povo no deserto.

Como é de se esperar, o autor argumenta que Jesus Cristo é melhor do que a Tenda da Adoração.

Ele escreveu aos seus leitores judeus: “Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação...

Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores.

Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio.

Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.” (9:1123-26)

Uma vez por ano o sumo sacerdote entrava no interior da Tenda, no chamado “Santos dos Santos”, para onde levava o sangue do sacrifício e o oferecia pelos pecados do povo.

Todo esse ritual foi um modelo do que aconteceu no céu, quando Jesus Cristo morreu na cruz.

Ele foi o Sumo Sacerdote que intercedeu pelos pecados de todo o mundo com o seu Sangue Precioso.

O Seu sacrifício cumpriu e validou todos aqueles sacrifícios de animais que eram oferecidos a Deus através dos sacerdotes e daquele sistema sacrificatório que existiu desde o tempo de Moisés até Jesus.

O autor de Hebreus explicou que a morte de Jesus na cruz invalidou os sacrifícios de animais para expiação dos nossos pecados.

Dessa forma este autor criou uma forte relação entre o Novo e o Velho Testamento.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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