No Evangelho de João, entre os versículos que formam o prólogo, encontramos parênteses especiais que falam sobre um homem extraordinário: João Batista. Ele não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Essa distinção é crucial para compreender tanto a identidade de Jesus quanto o propósito de João Batista. Enquanto Jesus é apresentado repetidamente com o verbo "era" ? Ele era a Palavra, era Deus, era a vida, era a luz ?, João Batista constantemente afirma "eu não sou". Essa negação não é fraqueza, mas clareza. João sabia exatamente quem era e, mais importante, sabia quem não era. Jesus mesmo o elogiou dizendo: "Entre os nascidos de mulher, não surgiu ninguém maior do que João Batista", reconhecendo-o como o maior profeta e o melhor homem que já viveu. Mas qual era o segredo dessa grandeza? Simplesmente a aceitação de suas limitações e a clareza de seu propósito.
Ser testemunha é mais do que viver uma vida exemplar em silêncio. Uma testemunha é alguém que experimentou, observou e sente a responsabilidade de falar e anunciar o que vivenciou. João Batista compreendeu isso profundamente. Quando os fariseus o questionaram, perguntando "Quem é você?", ele respondeu consistentemente: "Não sou Elias, não sou o profeta, não sou o Cristo". Mas quando perguntaram "O que diz você acerca de si próprio?", João respondeu com clareza: "Sou aquele que foi enviado adiante dele". Ele conhecia seu papel, sua missão, sua razão de existir. E quando seus próprios discípulos começaram a se preocupar porque todos estavam indo atrás de Jesus, João respondeu com uma das frases mais belas da Escritura: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Essa não era resignação, mas alegria genuína ? a alegria do amigo do noivo que se enche de felicidade ao ouvir a voz do noivo.
Essa verdade sobre João Batista nos confronta com uma pergunta pessoal e profunda: Você sabe qual é o propósito de Deus para sua vida? Você acredita que o mesmo Deus que estabeleceu um propósito claro para João Batista também tem um plano específico para você? João Batista não se perdeu em comparações, não se deixou consumir pela inveja quando viu multidões seguindo Jesus. Ele aceitou suas limitações e abraçou sua responsabilidade com alegria. Ele sabia quem era, por que existia e para quem apontava. Essa clareza de propósito é o que o tornou grande aos olhos de Jesus. Não é sobre ser o maior, o mais visível ou o mais aplaudido; é sobre conhecer seu lugar no plano de Deus e cumpri-lo com fidelidade e alegria.
Reflita sobre isso: em um mundo que constantemente nos pressiona a crescer, a aparecer, a nos destacar, João Batista nos oferece um exemplo revolucionário de diminuição voluntária. Ele compreendeu que sua grandeza não estava em ser reconhecido, mas em apontar para Aquele que é maior. Essa é a aplicação para nossas vidas: descubra o propósito que Deus tem para você, aceite suas limitações, cumpra sua missão com alegria e sempre aponte para Jesus. Porque, no final, o único objetivo que importa é que o Senhor Jesus apareça.
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