Encontro Com a Palavra

Comentários do Sermão da Montanha

Pr. Dick Woodward      sábado, 8 de julho de 2017

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As bem-aventuranças são como escalar uma montanha.

A primeira nos leva em direção ao topo da montanha; a segunda nos leva um pouco mais para cima; a mansidão nos move até quase o topo e a nossa fome e sede de justiça nos faz alcançar o topo.

Essas bem-aventuranças “de escalada” são as “bemaventuranças do vir”. O retiro acaba e no final, os participantes têm de deixar o topo da montanha.

As bem-aventuranças “do ir” nos levam de volta ao sopé da montanha.

  • Quando um discípulo está cheio da justiça de Deus, com o quê ele se parece?
  • Ele é como os fariseus legalistas e auto-confiantes?

Não! Ele é misericordioso e tem um coração puro.

O discípulo começa a ser misericordioso e a ter um coração puro quando desce da montanha para ser parte da solução de Deus nos problemas da multidão necessitada.

Quando o discípulo é um pacificador perseguido, sabemos que ele está novamente no sopé da montanha, onde os problemas estão.

Algumas Observações Sobre Cada uma das Bem-aventuranças

“Bem-aventurados os humildes de espírito” Ser humilde de espírito é a melhor atitude que podemos ter em relação a nós mesmos e consiste em percebermos que, por nós mesmos, jamais seremos solução de Deus.

Devemos estar sujeitos ao Rei, o Único que é Solução. Para que você, como discípulos de Jesus, seja solução para as necessidades do mundo, você tem de se submeter ao Rei; tem de ser humilde.

Guarde esta palavra: “humildade”.

“Bem-aventurados os que choram” Essa é a segunda bem-aventurança.

A principal interpretação e aplicação dessa bem-aventurança é que jamais seremos parte da solução e reposta de Jesus para todo o sofrimento da multidão que está no sopé da montanha, se nós mesmos, nunca passarmos por sofrimento.

Outra interpretação e aplicação para essa bem-aventurança é que choramos quando reconhecemos que somos pobres de espírito ou que não podemos fazer nada sem Deus.

“Bem-aventurados os mansos” A palavra mansidão é, provavelmente, uma das palavras mais mal compreendidas na Bíblia. Ela não quer dizer fraqueza, mas docilidade ou submissão.

Imagine um cavalo selvagem, forte, mas que ainda não foi domado. Um cavalo forte que nunca usou freio na boca nem rédeas na cabeça ou sela nos lombos, muita força, mas sem controle.

Quando esse animal finalmente aceita o freio, a disciplina da rédea e a sela, ele se torna manso.

Quando você lê “bemaventurados os mansos”, lembre-se dessa ilustração do cavalo, porque é exatamente esse o significado da palavra “manso”.

Em Mateus 11:28-30, Jesus declarou-se manso, e declarou a mesma coisa quando, referindo-se ao Pai, disse: “Eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8:29)

Jesus tinha aceitado o jugo ou a disciplina da vontade de Seu Pai. Foi isso que O tornou manso.

Nessa bem-aventurança, Jesus está ensinando que nós só seremos parte de Sua solução e resposta neste mundo, quando submetermos nosso querer a Deus e aceitarmos a disciplina da Sua vontade para nossas vidas e ministérios, e não a nossa própria vontade.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça” Essa bem-aventurança não está dizendo que devemos ter fome e sede de felicidade, mas de justiça.

Observe a ênfase dada nesse sermão à disciplina justa. Além da alegria, Jesus anuncia uma bênção sobre o discípulo que é perseguido pela necessidade de justiça.

A prioridade de um discípulo deve ser a justiça e essa justiça deve exceder a justiça dos escribas e fariseus.

“Bem-aventurados os misericordiosos” A palavra “misericórdia” significa “amor incondicional”.

Uma boa forma de parafrasear esse versículo seria: “Bemaventurados aqueles que são cheios do amor ágape de Deus”.

Se você vai descer do topo da montanha para ser solução para aqueles que estão feridos, você precisa estar cheio do amor de Deus.

Estar cheio de justiça é a mesma coisa de estar cheio do amor de Deus.

“Bem-aventurado os limpos de coração” A palavra “limpo” é a tradução de uma palavra grega de onde vem a palavra “cateterização”.

A essência dessa atitude do discípulo é de um amor incondicional, o amor de Deus, onde qualquer motivação egoísta é “cateterizada” do coração.

“Bem-aventurados os pacificadores” Um pacificador reconcilia.

O problema fundamental encontrado no sopé da montanha, é a alienação. As pessoas enfrentam problemas que têm sua origem na alienação de Deus e das pessoas que estão ao seu redor.

É por isso que Jesus desafiou Seus discípulos a serem agentes de reconciliação.

De acordo com Paulo, o objetivo da missão do discípulo comprometido com Jesus é a mensagem e o ministério de reconciliação.

Devemos sair e anunciar: “Em nome de Cristo, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (II Coríntios 5:20)

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem”

Você pode achar que se houvesse pessoas que se comportassem conforme as bem-aventuranças e tivessem todas essas atitudes, o mundo as aplaudiria. Mas a oitava bem-aventurança afirma que os discípulos de Jesus Cristo são perseguidos por causa dessas atitudes bem-aventuradas.

O discípulo que vive essas bem-aventuranças enfrenta o mundo como um modelo daquilo que todos deveriam ser.

Quando alguém passa por essa confrontação, ou confessa suas atitudes inapropriadas e aprende a viver conforme as bem-aventuranças ou ataca aquele discípulo que vive as bem-aventuranças.

Há mais de dois mil anos, a ultima opção é a mais praticada.

A mensagem de reconciliação vai onde está o conflito e, geralmente, esse lugar é de perigo.

O discípulo autêntico de Jesus tem dado sua vida para o ministério de reconciliação.

Eles levam seus ministérios de reconciliação para seus lares, igrejas, bairros, salas de aula e trabalho.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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