Encontro Com a Palavra

Foi-se a Glória da Babilônia

Pr. Dick Woodward      terça-feira, 16 de maio de 2017

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Embora esse estudo não seja acadêmico, mas sim um estudo devocional de toda a Bíblia, há algumas perspectivas históricas que você deve considerar para compreender e assimilar a mensagem do Livro de Daniel.

É comum a Bíblia usar os reinos e reis para situar acontecimentos bíblicos. Um exemplo disso são os primeiros versículos do segundo capítulo do Evangelho de Lucas, que relatam o nascimento de Cristo.

Quando ocorreram os episódios descritos nos quatro primeiros capítulos do Livro de Daniel, o rei do Império Babilônico era Nabucodonosor.

No quinto capítulo de Daniel, o rei era Belsazar, filho de Nabucodonosor.

Nos últimos versículos do capítulo cinco e nos primeiros do capítulo seis, lemos que a Babilônia havia sido conquistada pela Pérsia e estava sob o reinado de Dario, o rei Medo.

Dessa forma concluímos que os seis primeiros capítulos de Daniel correspondem a um período de setenta anos de história babilônica.

Os acontecimentos relatados em toda a Bíblia correspondem ao período dos impérios egípcio, assírio, babilônico, persa, grego e romano.

No Livro de Daniel observamos a ocorrência de dois impérios: o império babilônico, que durou setenta anos, e o império persa, com suas 127 províncias da Pérsia e Média, que abrange também o contexto da história de Ester.

Em uma das profecias de Daniel, ele faz referência a quatro desses poderes mundiais: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma.

Para que você entenda o cenário histórico do Livro de Daniel e compreenda a importância, glória e pompa do Rei Nabucodonosor, é importante aprender um pouco sobre a cidade da Babilônia.

Atente para essa descrição da cidade, feita por um historiador do Velho Testamento: “A cidade possuía mais de dois milhões de habitantes e os jardins suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Segundo os historiadores, os muros que circundavam a cidade tinham quase 100km de comprimento e cerca de 25km em cada lado. Esse muro tinha 110m de altura e quase 30m de espessura, atingindo a profundidade de 13m, para impedir que fossem feitos túneis pelos inimigos.

Em toda sua extensão havia uma área livre de 400m entre a cidade e o muro. Externamente, esse muro era protegido por uma vala larga e profunda cheia de água. Havia 250 torres de vigia em todo o muro.

A cidade era cortada em duas partes quase simétricas, pelo rio Eufrates. A duas margens eram protegidas por um muro com 25 portões que davam para ruas ou balsas.

Havia uma ponte sobre os píers de pedra de quase 1km de comprimento e 11m de largura.

Possuía ainda pontes levadiças que eram recolhidas à noite e um túnel de 7m de largura e 4 de altura, que passava por baixo do rio. A Babilônia era considerada inviolável.

Nos dias de Daniel, a cidade da Babilônia não era apenas a cidade mais importante do mundo, mas também era governada pelo império mais poderoso até então.

Apesar disso, esse império durou apenas 70 anos e Daniel esteve lá desde o seu início, até o seu fim. Ele foi amigo e conselheiro do rei.

O rei Nabucodonosor foi um gênio e um líder político muito poderoso e o construtor do Império Babilônico.

Ele governou esse império durante 45 anos, dos seus 70 anos de existência, Nabudonosor tinha autoridade e poder absolutos.

No capítulo 5 de Daniel lemos a seguinte referência a ele: “A quem o rei queria matar, matava; a quem queria poupar, poupava...” (Versículo 19).

Para muitas pessoas hoje é difícil imaginar a autoridade absoluta de um ditador como Nabucodonosor.

Quando estudamos a história desse homem, entendemos a dimensão do milagre que foi a sua profissão de fé ao Deus de Daniel.

A miraculosa identificação do sonho de Nabucodonosor e sua interpretação por Daniel (Capitulo 2) causaram um forte impacto no líder daquele potencia mundial.

No sonho, Nabucodonosor viu a estátua de um homem. A cabeça da estátua era de ouro, o peito de prata, o tronco e as coxas de bronze, as pernas eram de ferro e os pés de ferro e barro.

Segundo a interpretação que Daniel fez do sonho a estátua representava quatro reinos do mundo.

Parafraseando Daniel, foi assim que ele contou a interpretação do sonho de Nabucodonosor.

O senhor rei é a cabeça de ouro, porque nesse momento o senhor é a potência do mundo, mas seu império não durará muito. Seu reino será derrubado e sucedido por outro reino.

Esse segundo reino corresponde à parte de prata da estátua é o reino da Pérsia que será tão poderoso quanto o seu.

O reino de bronze, que é a Grécia, virá a seguir. Finalmente, o reino que é simbolizado pelas pernas de ferro é o Império Romano.

Os dez dedos dos pés poderiam representar dez dimensões do Império Romano.

É possível que Nabucodonosor tenha se enchido de orgulho quando soube que era a “cabeça de ouro”. Por isso mandou fazer uma estátua de ouro e fez com que todos se inclinassem diante dela e a adorassem.

A essa altura ele estava longe de se converter! Mas como veremos, o testemunho de Daniel e de seus três amigos causou um impacto profundo e transformador em Nabucodonosor, levando-o a professar sua fé no Deus vivo e verdadeiro.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do pastor Edson Bruno.

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