Encontro Com a Palavra

O Evangelho em Alegoria

Pr. Dick Woodward      quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Compartilhe esta página com seus amigos

Nos capítulos três e qautro do Livro de Gálatas, Paulo descreve o que costumo chamar de “O Evangelho em Alegoria”.

No capítulo três Paulo faz oito perguntas.

Através dessas perguntas e suas respostas Paulo apresenta sua argumentação a respeito da justificação pela fé e não pelas obras ou, por obediência à Lei de Moisés.

Nesse capítulo terceiro Paulo apresenta duas alegorias.

A primeira refere-se a Abraão, através de quem aprendemos que não são os mais inteligentes que têm fé nem os que praticam boas obras, mas aqueles a quem Deus dá o dom da fé.

Abraão não recebeu o dom de fé como se fosse o pagamento de algo que Deus lhe devesse.

Por isso, com setenta e cinco anos de idade ele pôde crer na promessa de que teria filhos como o número de grãos da areia do mar e das estrelas no céu.

E como Abraão creu em Deus, Deus o declarou justo.

Com este exemplo Paulo mostrou que se tivermos a fé salvadora para crer no Evangelho de Cristo seremos filhos de Abraão.

A segunda ilustração de Paulo enfoca a lei. Ele afirma que “... a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.” (Gálatas 3:24).

Em outras palavras, a função da lei é nos mostrar que precisamos de um Salvador.

Paulo escreveu: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça vem pela lei, Cristo morreu inutilmente!” (Gálatas 2:21)

A verdade é que jamais poderíamos ter sido salvos por nós mesmos, porque jamais poderíamos cumprir toda a lei.

A lei foi um instrumento disciplinador que nos preparou para a salvação através de Cristo.

No capítulo quatro Paulo apresenta outra alegoria que nos aponta um importante princípio bíblico.

Muitos acontecimentos relatados na Bíblia são importantes, tanto pelo fato histórico, como pela alegoria que representam.

Uma alegoria é uma história na qual as pessoas, lugares e objetos possuem outro significado, com uma lição moral e espiritual.

Quando digo que um evento ou personagem da Bíblia é alegórico, não estou dizendo, de jeito nenhum, que ele não aconteceu, que não é histórico. Não é isso.

Tomemos por exemplo o que Paulo falou sobre Abraão e seus dois filhos.

Esse é um fato histórico; mas os dois filhos também representam uma alegoria.

O primeiro filho, Ismael, filho de Abraão com sua concubina egípcia chamada Hagar, representa as obras da carne, ou seja, a “natureza humana sem o cuidado de Deus”.

Deus disse a Abraão que lhe daria um filho e Abraão achou que Deus precisava de ajuda nesse processo.

Naquela cultura um homem ter um filho com sua escrava era algo aceito pela sociedade.

O problema é que Ismael não estava nos planos de Deus, mas só nos de Abraão.

A história de Hagar e Ismael é uma alegoria das obras da carne.

Paulo considera obra da carne quando agimos à nossa própria maneira e depois pedimos a Deus para que abençoe nossos planos.

Por outro lado, o nascimento de Isaque, filho de Abraão com Sara, representa uma alegoria do Espírito, porque só Deus pôde tornar esse fato possível.

Em Gênesis 18:11 lemos: “Abraão e Sara já eram velhos, de idade bem avançada, e Sara já tinha passado da idade de ter filhos.”.

Portanto o nascimento de Isaque foi um milagre.

Paulo estava dizendo aos gálatas que não somos salvos pelas obras. Deus nos salvou através de Jesus Cristo.

O Espírito Santo nos deu o dom da fé e o arrependimento para que recebamos a salvação de Deus.

A salvação é dom de Deus.

Não somos salvos por obedecer à Lei de Moisés; obedecemos à Lei de Moisés porque somos salvos.

Essa é a essência do Evangelho absoluto da carta de Paulo aos Gálatas.

Alguma vez passou pela sua cabeça que se você fosse bom o suficiente ou se obedecesse aos mandamentos, seria salvo?

De acordo com Paulo, esse entendimento de salvação é obra da carne.

O Evangelho absoluto de Paulo pregado aos gálatas afirma que devemos nascer de novo pelo Espírito.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

Comentários

Siga-nos nas Redes Sociais e fique por dentro de todas as novidades...

Últimos Artigos

Os Padrões de Paulo

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A Pregação de Paulo

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Os Padrões do Pentecoste Plantam a Igreja

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O Pentecoste Pessoal de Paulo

segunda-feira, 20 de julho de 2020