Encontro Com a Palavra

O Homem Rico e Lazaro

Pr. Dick Woodward      domingo, 30 de julho de 2017

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“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.

Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? (Lucas 16:10-11)

Deus não vai nos abençoar espiritualmente se formos infiéis na administração do dinheiro.

O enfoque deste texto não está no quanto ofertamos, mas como administramos o que nos foi dado.

Existem muitas maneiras de nos tornarmos parceiro com Cristo, mas a pergunta que devo fazer é: você é de fato parceiro com Cristo no cumprimento dos objetivos de Sua missão no mundo de hoje?

Muitos dos ensinos de Jesus afirmam que vamos viver por toda a eternidade de acordo com a resposta que hoje damos a esta pergunta.

Jesus contou a seguinte estória sobre um homem rico: “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias.

Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico.

Em vez disso, os cães vinham lamber as suas feridas." (Lucas 16:19-21)

Se pensarmos nessa estória como se fosse uma peça com três atos, no primeiro ato teríamos um homem rico, dormindo entre lençóis de seda todas as noites, vivendo entre festas e banquetes todos os dias.

E todos os dias em que ele passava por seu portão, havia um mendigo ali, jogado e rodeado por cachorros que lhe lambiam as feridas.

O homem rico não poderia ter vida melhor; o pobre Lázaro não poderia ter vida pior. Fim do primeiro ato.

No Segundo ato acontece a morte dos dois homens. A morte é um denominador comum para todas as pessoas.

O homem rico morreu entre lençóis de seda em sua mansão e foi enterrado com grande pompa e honra.

Lázaro morreu no portão do homem rico e o lugar onde foi enterrado nem sequer foi mencionado.

Presumimos que seu corpo tenha sido carregado pelo departamento sanitário da cidade e jogado em uma cova qualquer de Jerusalém, talvez no lugar conhecido como “Gehena”.

Termina o segundo ato com a morte dos dois homens.

Quando as cortinas se abrem para o terceiro ato, descobrimos a verdade que Jesus quer ensinar ao contar essa estória.

Neste ato os dois homens estão vivendo na eternidade. O mendigo Lázaro não poderia ter vida melhor.

Ele está no seio de Abraão, o que significa que ele tem comunhão íntima com o Patriarca.

Enquanto isso, o homem rico está no inferno e não poderia ter vida pior.

Ele vive um tormento. E existe um grande abismo permanente e definitivo entre esses dois homens e não há nada que possa mudar esta situação.

Quando o homem rico fica sabendo disso diz: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo”.

Mas a informação que ele recebe foi esta: “E além disso, entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem.” (Lucas 16:24, 26)

O homem rico, compreendendo isso, fica extremamente preocupado com seus cinco irmãos.

Ele pede: “Então eu lhe suplico, pai: manda Lázaro ir à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento.”

A resposta que obtém é a seguinte: “Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam. ‘Não, pai Abraão’, disse ele, ‘mas se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam’.” (V.27-30)

Jesus deu ênfase à Lei de Moisés e aos Profetas quando citou a resposta dada para o homem rico “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (V.31)

Tudo isso se cumpre com a ressurreição de Jesus de entre os mortos e a pregação do Evangelho que pode impedir alguém de ter um destino como o do homem rico.

Essa é a ilustração mais clara que a Bíblia apresenta sobre a eternidade. Nela temos o conceito de fogo do inferno, de maldição eterna, de retribuição eterna e de tormento eterno.

O fator mais terrível desse estado eterno é que o homem rico ainda tem memória.

Ele tem toda a eternidade para se lembrar da vida que levou, dos cinqüenta, sessenta ou setenta anos que viveu na terra e do que ele fez em todos esses anos.

Esta parábola vem logo depois da parábola do Administrador Infiel.

Deus dá a cada um de nós uma vida para viver e somos administradores desse tempo de vida; não apenas do dinheiro, que, na verdade, é o menos importante dentro da mordomia.

Nosso tempo, nossa energia, nossos dons, nossos talentos, nossa saúde, tudo isso é a essência da nossa vida.

A pergunta que sempre perseguiria aquele homem é: “o que você fez com a sua vida?”.

Na parábola do Administrador Infiel, Jesus está nos perguntando: “Você vai ser Meu parceiro na implantação e na aplicação do Meu Manifesto, administrando sua vida e tudo que lhe confiei com fidelidade?”.

Esta segunda estória sobre o homem rico, é uma impressionante ilustração do homem que respondeu à pergunta de Jesus com um grande “Não!”.

Quando lemos essa estória, os detalhes sobre o estado eterno são tão reais e trágicos que quase perdemos a aplicação social.

Um homem chamado Albert Schweitzer disse que foi este ensino de Jesus que mudou sua vida para sempre.

Ele desistiu do status e do conforto que usufruía como um dos maiores organistas, filósofos, médicos e teólogos da Europa e partiu para a África a fim de trabalhar como médico missionário.

Ele foi trabalhar numa remota área da África para cuidar de pessoas que, se não fosse pelos cuidados profissionais que ele oferecia, não teriam nenhuma assistência médica.

Schweitzer disse que quando leu esta estória de Jesus, não precisou de muito tempo para perceber que o Lázaro deitado no portão do homem rico era um mundo ferido deitado no portão das nossas vidas.

Quando Schweitzer foi para África disse: “A África é Lázaro”. Creio que esta seja uma declaração muito importante.

Com sua vida ele declarou: “Você acaba fazendo aquilo em que realmente acredita. O resto não passa de conversa religiosa”.

Será que já temos a consciência de quem é Lázaro?

Creio que o grande desafio para nós é visualizar o retrato que Jesus apresenta do estado eterno dos que se perdem.

A perspectiva de condenação eterna deve nos motivar a apresentar o Evangelho para todos aqueles que ainda não o conhecem.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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