Encontro Com a Palavra

Parábola do Administrador Infiel

Pr. Dick Woodward      sábado, 29 de julho de 2017

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capítulo dezesseis registra duas parábolas de Jesus, cujo tema causa impacto. Elas tratam de homens ricos.

As duas parábolas devem ser analisadas no mesmo contexto das Parábolas das Coisas Perdidas, do capítulo quinze.

Jesus trouxe um importante ensino para seus discípulos nessas duas parábolas, mas quando terminou de ensinar a primeira delas, um dos fariseus se sentiu ofendido.

Com isso entendemos que os fariseus estavam atentos aos ensinamentos e o Senhor, os tinha também como alvo dos seus ensinos.

A primeira parábola desse capítulo é conhecida como a “Parábola do Administrador Infiel” e sua ilustração tem aparência de um ensino negativo.

No entanto trata-se de uma afirmação positiva de como participar com Cristo do Manifesto do Nazareno.

A segunda estória, “O Rico e o Mendigo”, também tem aparência de uma narrativa negativa, pois trata de um homem cuja conduta era exatamente oposta a dos parceiros que Jesus estava recrutando.

A primeira parábola pode confundir algumas pessoas que não a interpretam corretamente e acham que Jesus está aprovando as atitudes duvidosas de um defraldador.

Essa parábola fala de um homem que tinha um administrador, ou mordomo, ou gerente ou ainda um tesoureiro na sua empresa.

Nesse texto encontramos uma das palavras mais importantes do Novo Testamento

O Velho Testamento ensina a respeito dos dízimos e das ofertas, e o objetivo é ensinar o povo de Deus a oferecer sacrifícios que lhe custem algo. (II Samuel 24:24)

Mas no Novo Testamento, a palavra chave é “mordomia” e o conceito de mordomia não tem a ver com o ato de devolver para Deus dez por cento de tudo o que se ganha.

Mordomia significa: o que você é e tem pertence a Deus. Sua função é administrar tudo isso.

Isso inclui dinheiro, talento, tempo, energia dons, em fim, tudo o que você tem e o que você é.

Lembre-se que parábola é uma estória alegórica com o fim de ensinar um conceito ou uma verdade.

O conceito que Jesus quis ensinar com essa parábola é o de mordomia.

Essa estória é a de um homem rico que tinha um administrador, mordomo ou gerente.

O homem rico fica sabendo que seu mordomo não está fazendo um bom trabalho e está gastando ou até defraudando o seu dinheiro.

Ele avisa seu funcionário que vai chamar uma auditoria para verificar sua contabilidade.

O mordomo pensa consigo mesmo e pondera que naquele momento tinha o controle de todo o dinheiro do seu senhor.

Mas assim que seus auditores verificassem os livros, ele seria despedido e perderia esse controle.

Ele pondera essas coisas e decide conversar com as pessoas que estavam em débito com seu senhor..

Ele pensou: “Agora a minha situação é de empregado, com controle sobre dinheiro e bens que não me pertencem.

Vou usar esses bens que não são meus, de maneira que quando eu for despedido e minha situação mudar e não tiver mais nenhum controle sobre os bens do meu senhor, terei feito amigos que me receberão.

Eles abrirão suas casas para mim e serão hospitaleiros comigo quando eu não tiver mais para onde ir”.

Quando o seu senhor, o seu empregador, soube o que o seu mordomo tinha feito, elogiou-o, não porque ele fosse um defraudador, mas porque ele foi astuto e pensou no seu futuro.

Aplicação Pessoal

Há muita profundidade na interpretação e aplicação dessa parábola.

Jesus ensinou que nós somos como o mordomo. Tudo o que temos pertence a Deus. Estamos apenas gerenciando o que nos foi entregue.

Como aquele mordomo sabia que seria despedido, você deve saber que um dia vai morrer e vai perder o controle de todo o dinheiro e dos bens que Deus lhe deu para cuidar.

Aí você ouvirá as palavras: “você não trabalha mais para mim como mordomo. Preste conta de todo o seu trabalho”.

Essa parábola basicamente ensina que o mordomo vivia em duas dimensões.

Na primeira ele tinha controle do dinheiro e bens do seu senhor, mas sabia que logo iria para outra dimensão, quando perdesse controle de tudo.

Enquanto estava na primeira dimensão, ele usou o seu controle sobre toda aquela riqueza fazendo amigos que estariam dispostos a recebê-lo quando ele entrasse na segunda dimensão.

Como o mordomo infiel que usou uma riqueza que não era dele para fazer amigos para a próxima dimensão, que simboliza a vida eterna, assim nós seremos “despedidos” ou morreremos, e teremos amigos que estarão nos esperando para as boas vindas na nova dimensão.

Basicamente isso é o que essa parábola nos ensina: Use o que lhe foi dado nesta dimensão de tal maneira que quando você morrer, tenha amigos na dimensão espiritual.

O ensino dessa parábola é que tudo o que você tem não é seu e que você não pode levar nada com você. Mas, você pode conseguir ações do céu.

Uma maneira de comprar ações celestiais é usar seu dinheiro e bens para ampliar o Reino de Deus e edificar a Igreja de Jesus Cristo.

Pessoas podem chegar ao conhecimento de Cristo por causa da maneira como você administra o que Deus lhe confiou.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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