Encontro Com a Palavra

Parábola do Semeador

Pr. Dick Woodward      quarta-feira, 19 de julho de 2017

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No programa anterior vimos que Jesus sempre ensinou por meio de par[abolas, que são curtas histórias usadas para ilustrar verdades que estão sendo ensinadas.

No capitulo 13 de Mateus Jesus começou com a ParAábola do Semeador.

Um fazendeiro saiu pelo campo para jogar suas sementes. Ele pegava as sementes do saco e as jogava pelo caminho.

Algumas caíram no solo duro, um caminho por onde as pessoas passavam.

As sementes ficaram ali na superfície, sem penetrar no solo, até que os pássaros as comeram.

Outras sementes caíram onde a terra estava fofa e começaram a brotar, mas o terreno era rochoso e as raízes logo alcançaram a rocha e não se desenvolveram.

Quando o sol veio, a planta secou e não produziu fruto algum.

Algumas sementes caíram onde o solo era bom; profundo, úmido e por isso brotaram. Mas quando as plantas começaram a crescer, cresceram também ervas daninhas que sufocaram as plantas, que não produziram frutos.

As últimas sementes do fazendeiro caíram num solo bom. Não havia nenhum problema no subsolo, nem acima do solo.

Essas sementes produziram frutos; algumas trinta, outras sessenta e outras cem por um.

Quando lemos essa parábola achamos que esse nome é apropriado: “A Parábola do Semeador”, mas depois de estudá-la com mais cuidado, passamos a achar que ela poderia ser chamada de “A Parábola das Sementes”. Porque “a semente é a Palavra”.

Essa parábola possui um ensino muito profundo da Palavra de Deus e algumas questões referentes ao ensino e a pregação dessa Palavra.

Depois que Jesus proferiu essa parábola, ficou só com Seus apóstolos, e estes Lhe perguntaram o que ela significava e ouviram do Mestre a interpretação.

Jesus disse: a semente que o semeador semeou é a Palavra de Deus e os quatro tipos de solo representam quatro maneiras diferentes de como as pessoas respondem à pregação do Evangelho.

Logo que a Palavra de Deus é apresentada, as pessoas não entendem.

Suas mentes ou entendimento estão endurecidos, a Palavra não penetra e essas pessoas não produzem frutos.

Na segunda figura a pessoa entende a Palavra, seu entendimento está acessível, mas existem pedras que impedem que as raízes da semente se aprofundem no solo.

Essas pedras representam as pessoas de coração endurecido, como Jesus costumava chamar.

Isso sugere que a vontade delas é impenetrável e que o compromisso que elas firmam é muito superficial.

Elas acreditam na Palavra, e quando vem a tribulação ou a perseguição, elas desistem facilmente, sem frutificar.

O terceiro tipo de pessoa descrita não é uma pessoa derrotada por nenhum tipo de solo ou por alguma coisa em sua vida.

Ela é derrotada pelas forças acima do solo, externas a ela, como o engano das riquezas ou os prazeres que a envolvem. Além disso, também há “os cuidados do mundo” ou as preocupações com as riquezas.

Nessa parábola, aprendemos que os espinhos ou as ervas daninhas são os obstáculos que sufocam a planta que a Palavra de Deus faria crescer no solo da sua vida.

Em razão disso esse terceiro tipo de pessoa também não frutifica.

O quarto tipo de solo ilustra a maneira como Jesus gostaria que todos nós respondêssemos à Palavra de Deus, sem nada que impedisse a planta de crescer e frutificar.

Essa é uma ilustração da pessoa determinada a não deixar que nada em sua vida, mente ou vontade, impeça que a Palavra produza frutos.

Lucas descreve assim essa pessoa: “Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança". (Lucas 8:15)

A verdade dessa parábola é clara para qualquer um que ensina ou prega a Palavra de Deus. Quando a Palavra é ensinada, esses quatro tipos de pessoas estão sempre no meio da platéia.

Todos que ouvem a Palavra de Deus e também os que a ensinam deveriam refletir muito sobre essa parábola.

Devemos sempre olhar para o nosso próprio solo e sondar o tipo de solo que somos para a semente da Palavra de Deus.

A Parábola do Joio

(Mateus 13:24-3036-42)

Essa é uma parábola pequena mas seu ensino é de grande importância que pode, inclusive, ajudar a esclarecer uma dúvida que tem tirado a tranqüilidade de teólogos e filósofos de todos os tempos.

A pergunta é: “de onde veio o mal? Ou, “como explicar a presença do mal num mundo criado e sustentado por um Deus onipotente e amoroso?”

A resposta de Jesus através dessa parábola é: “Alguns inimigos Meus fizeram isso enquanto os homens dormiam”.

A origem do mal é atribuída ao “inimigo dele”, e também à negligência dos homens.

Talvez essa explicação de Jesus tenha inspirado o homem que escreveu a frase: “Basta os homens bons não fazerem nada para o mal triunfar sobre o bem”.

Na parábola anterior a semente simbolizava a palavra de Deus caindo sobre tipos de coração.

Nessa parábola, as “sementes” têm figuração diferente. Elas simbolizam homens que são plantados no solo deste mundo.

Pode ser difícil de entender, mas depois que aceitamos que o mal existe, o desafio começa: o que você tem feito com relação a esse problema?

De acordo com Jesus, o campo é o mundo e isso nos leva a refletir na tarefa para a qual Ele incumbiu Seus discípulos: “Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara”. (Mateus 9:38)

O pregador John Wesley entendeu e abraçou essa visão de Cristo e declarou: “O mundo é a minha paróquia!”

Não podemos perder essa visão de que “o campo é o mundo todo” e não só um canto desse campo.

Devemos ter essa visão macro do mundo quando aceitamos o desafio de lidar com o bem e o mal que nele atua.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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