Encontro Com a Palavra

Parceiro no Manifesto

Pr. Dick Woodward      quinta-feira, 27 de julho de 2017

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A maneira como o Evangelho de Lucas define o Manifesto de Jesus anunciado em Nazaré, mostra como Ele, de forma constante, ensinava e treinava seus apóstolos, enquanto desafiava outras pessoas para se tornarem parceiros com Ele na implantação dos objetivos da Sua Missão.

O primeiro exemplo ficou evidente na maneira como Jesus recrutou Pedro para se tornar um parceiro junto com Ele na implantação do Seu Manifesto.

Numa manhã, na praia do Mar da Galiléia, enquanto Jesus ensinava para uma grande multidão, perguntou a Pedro que tinha acabado de voltar de uma noite de pescaria frustrada, se Ele poderia usar seu barco como púlpito.

È possível que Jesus precisasse de um lugar mais alto para que pudesse se comunicar melhor com aquela grande multidão que O tinha encurralado entre a praia e a água. (Lucas 5:1-11)

Isso aconteceu depois que André, irmão de Pedro, o apresentou a Jesus. (João 1:41-42)

Jesus fez um convite para esses dois irmãos e para Tiago e João, parceiros no negócio de pescaria, e que também eram irmãos: “Sigam me, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:19)

Tudo o que Lucas contou foi uma versão mais detalhada do que Mateus descreveu em apenas um versículo.

Pode ser que Lucas tenha dado maior ênfase ao convite de Jesus, para enfatizar a lição que Pedro teve de aprender para se tornar pescador de homens.

Depois da seção de ensino, Jesus disse a Pedro: “Eu gostaria que você me levasse para pescar!”.

Jesus desafiou Pedro a sair novamente de barco para as águas profundas e mandou que Pedro jogasse as redes para que houvesse uma grande pesca!

A Bíblia conta que enquanto Jesus ensinava a multidão, Pedro ficou lavando as redes e limpando tudo o que tinha sido usado naquela noite infrutífera de trabalho.

Imagino que Pedro não estivesse de bom humor naquela manhã.

Também imagino que enquanto ensinava a multidão, Jesus estivesse mais interessado naquele pescador do que na grande multidão.

Jesus sabia que em apenas três anos aquele homem que nem sequer pescava peixe, pregaria um sermão no Dia do Pentecostes que resultaria na conversão de três mil pessoas e que milhares se converteriam cada vez que ele pregasse o Evangelho nos dias seguintes ao Pentecostes. (Atos 2:14-42)

Ele também sabia que dali a três anos, quando a sombra daquele pescador passasse pelos aleijados nas ruas, eles seriam miraculosamente curados! (Atos 5:12-16)

É por isso que eu acredito que naquele dia, Jesus estava mais interessado em Pedro do que em toda aquela multidão.

Como foi que Jesus transformou esse homem, que não conseguia sequer pegar peixes, num homem que, junto com Paulo, seria o maior pescador de homens que o mundo já conheceu?

A dinâmica espiritual que responde minha pergunta aconteceu neste encontro entre Jesus e Pedro.

Jesus desafiou Pedro para ser seu parceiro na implantação dos objetivos de Sua Missão anunciados no Manifesto do Nazareno.

Quando Jesus e Pedro estavam em águas profundas, Jesus disse a Pedro para lan;ar as redes.

Pedro respondeu: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada...”.

Mais uma vez ponho minha criatividade para funcionar e imagino que Pedro fez uma breve pausa, mas aí seus olhos se encontraram com os de Jesus e ele continuou: “...Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as rede”

Quando as redes foram recolhidas, estavam repletas de peixes!

Por causa deste grande milagre, Pedro caiu aos pés de Jesus e disse: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”

E Jesus respondeu: “Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens”. (Lucas 5:4-10)

Antes de encontrar Jesus, a vida de Pedro se resumia a uma única prioridade: pegar peixes. Mas Jesus falou que ele passaria a ser “pescador de homens”.

Por que Pedro reagiu a essa pesca milagrosa declarando-se um pecador e pedindo ao Senhor que se afastasse dele?

Alguns estudiosos sugerem que enquanto Jesus pregava àquela multidão sobre o pecado do homem, Pedro O tenha escutado e sido convencido do pecado; mas, no momento da pesca milagrosa, aconteceu a sua conversão.

Outros estudiosos acreditam que Jesus estava recrutando Pedro para ser Seu parceiro na implantação do Seu Manifesto.

Pedro percebeu o que Jesus estava lhe pedindo: “você quer ser meu parceiro para dar visão ao cego, liberdade ao cativo e cura ao enfermo?

Você passaria a ter como prioridade, pescar homens ao invés de pescar peixes?

Esses estudiosos acreditam que Pedro se julgou totalmente desmerecedor daquele chamado.

Talvez a reação de Pedro tenha sido uma forma de dizer: “O Senhor escolheu o homem errado. O Senhor não pode estar me chamando para pescar homens porque eu sou completamente desqualificado para isso!”.

Se fosse isso a essência do que Pedro estava pensando, ele estava manifestando a primeira bemaventurança que Jesus ensinou para todos os Seus discípulos: “Bemaventurados os pobres de espírito”. (Mateus 5:3)

Para que Pedro, um pescador de peixe mal sucedido, fosse transformado em um pescador de homens bem sucedido, primeiro Jesus tinha de ensiná-lo quem era o pescador que estava no barco naquele dia.

Quando Pedro chamou Jesus de “Mestre”, reconheceu que ele era um simples pescador e Jesus era o “Mestre”.

Em segundo lugar, Jesus tinha que ensinar a Pedro que ele jamais pescaria homens até que aprendesse que o Cristo vivo e ressurreto é o único Pescador de homens.

Essas duas pescarias de Pedro, uma que não rendeu nada e a outra milagrosamente rendosa, convenceu Pedro acerca de alguns segredos espirituais: “ser pescador de homens não é uma questão de quem eu sou, mas de quem Ele é.

Ser pescador de homens não é uma questão do que eu posso fazer, mas do que Ele pode.

Ser pescador de homens não envolve o que eu quero, mas o que Ele quer.

E quando a pesca de homens acontece, devemos sempre nos lembrar de que cada conversão milagrosa não foi conquista minha, mas um milagre que Ele fez através da minha carne mortal e fraca”.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do Pastor Edson Bruno.

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