Encontro Com a Palavra

Visão das Setenta Semanas

Pr. Dick Woodward      sexta-feira, 19 de maio de 2017

Compartilhe esta página com seus amigos

A visão ou revelação profética mais famosa de Daniel é “A Visão das Setenta Semanas”.

Daniel conta que estava lendo as profecias de Jeremias e viu que já era o tempo do povo de Deus deixar o cativeiro babilônico.

Jeremias e Isaías haviam profetizado que depois de setenta anos no cativeiro, o povo de Judá retornaria para sua terra.

Quando Daniel teve entendimento, disso, no final do capítulo 5 e início do capitulo 6, estava sob o reinado de Dario dos Medos, já no final do período de setenta anos de cativeiro.

Na gloriosa oração no capítulo 9, Daniel estava impressionado com o fato de que o período de setenta anos já estava terminando.

Quando Daniel ora a respeito disso, ele confessa os seus pecados e os pecados do povo.

Daniel foi um dos personagens mais puros da Bíblia e mesmo assim ainda se identificava com os pecados do povo, usando expressões como “nosso pecado” e “temos pecado” cerca de trinta vezes.

Daniel implorou o perdão de Deus. O que ele disse foi: “Senhor Deus, o Senhor não quer nos perdoar, mas o Seu castigo sobre nós está para acabar”.

Em sua oração ele está, obviamente, empolgado com o fato de que Deus ia perdoar e restaurar o Seu povo.

Quando Daniel estava orando, o anjo Gabriel lhe apareceu e disse: “Assim que você começou a orar, houve uma resposta, que eu lhe trouxe” (Daniel 9:23).

Essa foi a resposta de Deus à oração de Daniel, uma das profecias messiânicas mais detalhadas da Bíblia.

Setenta semanas foram determinadas sobre o teu povo e sobre a santa cidade, visando fazer cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer justiça eterna, selar a visão e o profeta e ungir o santo dos santos.

Junto com a boa notícia de que o retorno estava prestes a acontecer, veio também a mensagem do primeiro advento ou vinda do Messias, Jesus Cristo.

A interpretação dessa profecia extraordinária requer alguns cálculos simples.

Deus declara a Daniel que, assim como o cativeiro tinha durado 70 anos, o período entre o cativeiro e a vinda do Messias seria de sete vezes 70 anos ou seja 490 anos.

Esse período está dividido em semanas de anos (sete períodos de sete anos) e, ao mesmo tempo, essas setenta semanas de anos seriam assim divididas: 7 semanas, 62 semanas e 1 semana.

No meio dessa última semana, o Ungido seria morto.

Essa profecia datada na época em que Ciro decretou a volta do povo para reconstruir Jerusalém.

Houve três retornos, mas o principal ocorreu em 457 A.C. Se somarmos 62 semanas com 7 e multiplicarmos por 7, teremos 483 anos.

Caminhe 483 anos na historia, partindo do ano de 457 A.C e você chegará ao ano de 26DC, considerado pelos estudiosos da Bíblia como o ano em que o Messias iniciou Seu ministério público.

Na metade do terceiro período, ou uma semana de anos, ou 7 anos, posterior a esse período de 483 anos, no meio desta semana de anos o Santo Ungido seria morto.

Os estudiosos acreditam que foi exatamente 3 anos e meio depois de 26 d.C que Jesus Cristo foi crucificado.

Embora os estudiosos não sejam unânimes nos detalhes, uma coisa a respeito dessa profecia é bem clara, que é a previsão exata da data da vinda e crucificação do Messias e o início do Seu reino que não terá fim.

Esse foi o reino descrito na profecia do segundo sonho ou visão de Nabucodonosor, interpretado por Daniel (2:34,35 e 44,45).

Esse reino foi descrito como uma grande pedra que caiu sobre os pés da estátua que simbolizava os quatro reinos mundiais e que a transformou num monte de pó.

A parte da estátua sobre a qual a pedra caiu foi a que representava o Império Romano.

A Aplicação Pessoal Dessa Profecia

Uma importante aplicação para nós, da interpretação dessa extraordinária profecia ou visão é que aqueles que fazem parte desse reino têm vida eterna porque fazem parte de um reino eterno.

Parafraseando a metáfora: se você for crente em Jesus, você faz parte do povo de Deus e é um soldado do exército que vencerá a guerra entre o bem e o mal.

Essa guerra entre o bem e o mal está sendo travada há milhares de anos e em muitas partes do mundo.

O ponto de batalha está sempre mudando. O bem e o mal possuem diferentes faces, mas essa guerra existe desde que Caim assassinou seu irmão Abel.

 Cidadãos do Céu

O apóstolo Paulo escreve aos cidadãos do céu e as Escrituras dão conta de que o povo de Deus é como peregrino passando por este mundo enquanto aguarda a cidade com alicerces firmes, cujo Construtor é Deus.

O povo de Deus é descrito como um rio que corre por este mundo rumo à cidade de Deus, onde haverá grande alegria quando suas águas ali chegarem (Hebreus 11:13-16 e Salmo 46:4-5).

  • Você faz parte desse reino eterno?
  • Você partilha da vitória que há nele garantida pelo seu rei, o Deus e Pai?

Jesus Cristo é Rei dos reis e Senhor dos senhores e o General que derrotará as forças do mal nesse mundo.

Se somos verdadeiros discípulos Seus, somos também soldados do Seu exército espiritual.

Podemos até perder algumas batalhas no meio do caminho, mas vamos vencer a guerra.

Vamos viver eternamente com essa realidade: O grau de participação na Sua vitória é que determina a qualidade da nossa eternidade.

O Reino de Deus iniciado por Jesus, que sobreviveu ao Império Romano, já tem 2000 anos e nunca terá fim.

Encontro Com a Palavra é um estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e narrado na voz do pastor Edson Bruno.

Comentários

Siga-nos nas Redes Sociais e fique por dentro de todas as novidades...


Últimos Artigos

Limpe Tudo Antes e Depois!

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O Primeiro Programa de Entrevista

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Hu-hum ou Naum?

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

A Solução Final de Deus

quarta-feira, 6 de novembro de 2019